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...

por Catarina, em 31.01.12



Desde que vi o filme Chocolate pela primeira vez que não mais me saiu da cabeça esta história do vento Norte – o vento de mudança. Depois li o livro, e vi o filme mais uma ou outra vez. Foi um facto que me senti imediatamente confortável com a inquietude da personagem principal, para mim, aquele sentimento é um lugar comum. Desde miúda. Nunca estava bem em lugar nenhum, fartava-me do que quer que fosse ao fim de pouco tempo.

Depois cresci, mas foi sempre igual, de todas as vezes. Chego a um novo lugar e passado o entusiasmo inicial, a minha motivação começa a decrescer e eu tento em vão convencer-me que é uma fase, que estou a ser exigente demais, que desta vez é que é. Mas depois começo a duvidar daquilo que antes eram as mais absolutas certezas e começa a entristecer-me ter que regressar a cada dia que passa... Afundo-me mais e mais na ausencia de “avançar” que se instala na minha vida. E é então que, quase visualizando a brisa que rodeava Vianne tantas vezes ao longo da vida, eu o sinto chegar. E aí é o limite. Percebo que não consigo ficar mais aqui, mesmo que quisesse. E a busca pela mudança recomeça. Aqui vou eu, de novo, à procura do meu lugar.


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publicado às 10:38

Postcrossing I

por Catarina, em 23.01.12
daqui




Foi através deste post da Carolina que descobri o postcrossing. Também ela o tinha descoberto através de um post de alguém num qualquer blog. Adorei imediatamente a ideia. Quase em meados de Novembro, escrevia ela assim:
"Consiste no envio e na recepção de postais, para e de pessoas de todo o mundo. Basicamente, o que se tem de fazer é inscrever-se no site, colocando a morada e preenchendo um pequeno perfil, de modo às outras pessoas saberem algo sobre nós e poderem escrever algo que nos interesse no postal.
Por cada postal que enviarmos, recebemos um."
Entretanto fui estudando a ideia que me pareceu fantástica e seguindo os relatos da Carolina sobre a experiência. Eu que adoro montes de países, e postais, e escrever, e diversidade e tudo e tudo, fui ficando cada vez mais apaixonada pela cena e há uns dias inscrevi-me no site. Enviei um postal para a Holanda que já foi recebido, e estou a preparar-me para enviar mais quatro: República Checa, Rússia, Taiwan e Holanda novamente. Os países e as pessoas que recebem os nossos postais são atribuídos aleatoriamente, assim como os postais que recebemos são de destinos aleatórios também. No entanto caso recebamos um postal cujo remetente nos agrade especialmente, existe uma coisa fantástica: o direct swap. Se pessoa em questão estiver interessada em fazer direct swap connosco, poderemos a partir daí fazer uma troca recíproca de cartas/postais/whatever.
Parece-vos bem? Quanto a mim, conheço umas quantas pessoas que, depois de ler este post, vão passar a coleccionar postais desse mundo lá fora. Para elas (e para os outros), fica o website:

http://www.postcrossing.com

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publicado às 14:49

das coisas que me dão comichões...

por Catarina, em 20.01.12
Qual é a forma correcta?

a)      Isso não tem nada a ver com este assunto.
b)      Isso não tem nada a haver com este assunto.

A frase mais correcta é a da alínea a). Com efeito, as expressões “ter a ver” e “ter a haver” podem ser confundidas. Vejamos o que cada uma significa:

•    Ter a ver = ter relação (com), dizer respeito (a).
•    Ter a haver = ter a receber.

Clarifiquemos melhor com alguns exemplos:

1.    O João não tem nada a ver com este problema. (=o problema não diz respeito ao João, não está relacionado com ele)
2.    O João não tem nada a haver. (= o João não tem nada para receber.)

A confusão entre estas duas expressões poderia ser evitada se em vez de “ter a ver” usássemos a expressão mais correcta “ter que ver”. Realmente “ter a ver” é um galicismo, isto é, uma expressão que importámos do francês e que cada vez usamos mais em vez da portuguesa “ter que ver”.
Assim, em português correcto, devemos dizer:
Isso não tem nada que ver com este assunto.
Sei bem que isto não tem nada que ver com o assunto do blog, mas é uma daquelas pérolas linguísticas que me dá muitos arrepios, e não é com pouca frequência que a encontro por essa blogosfera fora.

Esclarecimento retirado (e bem) daqui.

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publicado às 20:03

one of those insane crushes

por Catarina, em 16.01.12


He is Kris Holden-Ried, from the amazing TV series Lost Girl, to which by the way I am totally addicted.
And... seriously, this guy has a thing.


From IMDB:
"Lost Girl focuses on the gorgeous and charismatic Bo, a supernatural being called a succubus who feeds on the energy of humans, sometimes with fatal results. Refusing to embrace her supernatural clan system and its rigid hierarchy, Bo is a renegade who takes up the fight for the underdog while searching for the truth about her own mysterious origins."

O canal canadiano ShowCase está agora a passar a segunda temporada, aos Domingos às 21:00 (hora local).
Em Portugal, a primeira temporada está a ser passada pelo AXN Black, sob o nome A Rainha das Sombras, aos Domingos, às 20:40.

Como eu devoro tudo o quanto é fantasia, e tendo em conta o "factor" de peso que inicia este post, não consigo ainda emitir uma opinião objectiva e imparcial sobre a série. Acho que estou demasiado envolvida emocionalmete :P Aconselho, para quem se interessa pelo género.

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publicado às 11:27

New Year

por Catarina, em 12.01.12


Depois de um fim de ano passado entre correrias de um país para o outro e vice-versa, depois de uma Passagem de Ano tresloucada, fortíssima e memorável com os melhores do mundo, depois de um início de ano de férias (e que bem merecidas que elas foram) e depois de um conturbado regresso ao trabalho... (ufa!) só agora é que me apercebi que ainda nem tinha pensado nas minhas resoluções para 2012.
Mas primeiro um curto balanço do ano que passou. Que me perdoem todos os que estão mergulhados nos negros mares da crise por essa Europa fora, mas o ano 2011 foi um dos mais prodigiosos da minha vida. Trouxe-me muita sorte, novidades e reviravoltas. Nem tudo foram rosas, é verdade. Perdi uma das pessoas mais maravilhosas que já conheci. Vi os meus amigos chorar e verem pessoas que amavam partir. Assisti a terríveis desgraças que me fizeram questionar as mais absolutas certezas. Repensei imensas vezes o facto de estar longe, e de como seria tão melhor estar perto dos que amo nos momentos difíceis que passaram em 2011. Foi um ano de altos e baixos, mas também foi o ano que a a minha vida deu uma volta radical. O vento da mudança soprou finalmente e vi os meus sacrifícios trazerem resultados, e os meus sonhos tomarem forma. Arrisquei num novo país e consegui.
Há uns dias, alguém muito querido perguntou-me: “E vale a pena estares longe dos que mais gostas pelo dinheiro que ganhas?”
A minha resposta foi curta, incerta. Por enquanto vale a pena.
A verdade é que não há emprego que pague o valor da família e dos amigos. E estar longe foi o maior sacrifício que alguma vez tive de fazer. No entanto, tenho conseguido ir a casa com mais frequência do que esperei (a cada dois meses) e este sacrifício permite-me proporcionar aos meus pais e amigos momentos de felicidade que nunca antes foram possíveis. Quando estamos longe, aprendemos a dar muito mais valor ao que deixámos para trás e a aproveitar muito mais cada momento que passamos com as pessoas. Não amamos mais, mas sentimos mais.
E permitindo-me um bocadinho de egoísmo, este sacrifício abriu-me portas para uma carreira na minha área de formação, a fazer algo que gosto.
Por isso mantenho a minha resposta: enquanto assim for valerá a pena.

Agora, as resoluções para 2012:
- Falar Alemão decentemente
- Ter aulas de guitarra
- Ir nadar duas vezes por semana
- Conhecer Viena, Praga e Londres
- Fazer uma mudança a nível profissional
- Inscrever os meus pais num curso de informática (se alguém souber de algum na área, é favor mandar vir!)
- Tagarelar menos e deixar de contar a minha vida por aí :)
- Receber os amigos e a família por estas bandas mais vezes.

Já chega, não?

xi-<3 & Happy New Year everybody!

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publicado às 11:01

...

por Catarina, em 10.01.12

Odeio quando me obrigam a assumir erros que não são meus.
Odeio ainda mais desesperar por pensar que cometi um erro crasso, passar dias e dias a matutar sobre isso e a perceber como é que aconteceu e no fim descobrir que não fui eu a responsável pela asneira e que me limitei a fazer o meu trabalho da forma mais correcta possível.
Pior quando estes erros nos fazem perder dinheiro. Pior que quando me tento defender, percebo que a pessoa imediatamente acima de mim já sabia que a culpa não tinha sido minha e deixou-me arcar com a responsabilidade e com a agonia de ter falhado. Em falso.
Pior quando, depois disto tudo, a única coisa que ouço em resposta é:
"Please... I'm not going back to this again."

F*ck this freaking show.

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publicado às 10:39


Catarina

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