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Os eleitores suíços rejeitaram definitivamente a proposta para reduzir a imigração líquida para um máximo de 0,2% da população.

26 cantões do país rejeitaram a proposta, com cerca de 74% das pessoas a votarem “não” no referendo de Domingo.

Os defensores da medida argumentam que esta reduziria a pressão sobre os recursos do país. Os adversários contrapõem que esta traria efeitos nefastos à economia.

Cerca de um quarto dos oito milhões de pessoas na Suíça são estrangeiros.

A medida teria exigido que o governo reduzisse a imigração de cerca de 80.000 para 16.000 pessoas por ano.

Segundo o sistema de democracia directa da Suíça, os cidadãos podem forçar um referendo se reunirem assinaturas suficientes de apoio a uma determinada medida.

O país votou favoravelmente em Fevereiro, para re-introduzir quotas de imigração, resultando na exclusão de um acordo de livre circulação com a União Europeia.

O governo terá agora de implementar o resultado desse referendo, que causou tumulto nas relações com a UE.

Dois outros referendos tiveram também lugar no Domingo: um para forçar o Banco Central a aumentar as reservas de ouro e outro sobre o fim das vantagens fiscais para estrangeiros abastados.

Também estes referendos não conseguiram obter apoio suficiente para que as medidas passem a lei.

 

'Ecopop'

O nome desta proposta de emigração teve origem no movimento suíço com mais de 40 anos de antiguidade Ecopop, que procura vincular a protecção ambiental com controlo do crescimento demográfico.

 

Imogen Foulkes, correspondente da BBC em Genebra, diz que ainda que o desemprego seja baixo e os padrões de vida alto, muitos suíços estão preocupados com a superlotação e degradação ambiental.

A população da Suíça cresceu mais de um milhão em 20 anos, e é actualmente 8,2 milhões. Cerca de 23% dos seus habitantes são estrangeiros, a maioria deles de países da UE.

No ano passado, a imigração líquida rondou os 81.000, de acordo com a emissora pública Swiss Info.

Os defensores da medida afirmam que restringir a imigração iria salvaguardar o ambiente da Suíça, reduzindo a necessidade de novas ligações de transportes e habitações.

A proposta também inclui uma medida para limitar a superpopulação no exterior, dedicando 10% de ajuda externa da Suíça para o planeamento familiar nos países em desenvolvimento.

Os opositores, entre eles todos os principais partidos políticos, argumentam que as propostas seriam negativas para a economia, porque os líderes empresariais precisam de ser capazes de recrutar mão de obra qualificada de toda a Europa.

Teme-se também que, se aprovada, a medida poderia colocar o país em violação dos seus compromissos internacionais e danificar a sua imagem.

Muitos grupos ambientais sugerem que, se o povo suíço quer realmente proteger o meio ambiente, este deve ajustar o seu próprio estilo de vida, reporta o correspondente da BBC em Genebra, Imogen Foulkes.

 

original pela BBC aqui.

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publicado às 13:34




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